ADRIANA COSTA (especial para o blog)
A partir das 23h desta quarta-feira (16.10), os petroleiros do Amazonas, ao acompanhar o movimento nacional, vão entrar em greve por tempo indeterminado. Além de reajuste salarial, a categoria luta contra o leilão do campo de Libra, na Bacia de Santos, e a terceirização da mão de obra.
De acordo com o coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM), Acácio Carneiro, neste ano, a campanha salarial dos trabalhadores é a chamada “cheia”, pois estão em negociação tanto cláusulas econômicas quanto sociais.
Na semana passada, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) rejeitou proposta de reajuste salarial pela Petrobras. A estatal ofereceu 7,68% de reajuste sobre a tabela interna da companhia, o que representaria um aumento real (acima da inflação) de 1,17% a 1,5%. Além disso, a empresa ofereceu abono correspondente a uma remuneração ou R$ 4 mil, o que for maior.
Por outro lado, a FUP reivindica 5% de ganho real, além de melhores condições de segurança, criação de um fundo garantidor para terceirizados, mudanças no pagamento de horas extras e auxílio farmácia, entre outros itens.
Somado a esse impasse na questão salarial, conforme Acácio Carneiro, do Sindipetro-AM, os trabalhadores protestam, por meio do movimento grevista, contra o leilão da área de Libra, no pré-sal. O leilão está marcado para o próximo dia 21 de outubro e terá a participação de 11 empresas, incluindo estrangeiras e a Petrobras.
O coordenador do Sindipetro-AM destacou que, nos últimos meses, os petroleiros têm realizado uma intensa campanha junto com as centrais sindicais e os movimentos sociais para impedir que o governo privatize o campo de Libra. Inclusive, no aniversário de 60 anos da Petrobras, no dia 3 de outubro, a categoria realizou uma paralisação nacional de 24 horas, em protesto contra o leilão.
Petroleiros pedem também a retirada de tramitação do Projeto de Lei 4.330/2004, de autoria do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO). Em nota, o Sindipetro-AM afirma que o projeto “sob o pretexto de regulamentar a terceirização, piora consideravelmente as condições de trabalho e ataca direitos históricos da classe trabalhadora”.
No Amazonas, o início do movimento será marcado por um protesto, nas primeiras horas da manhã de quinta-feira (17), em frente à Refinaria de Manaus (Reman). A estimativa é de que sejam 1,5 mil petroleiros no Estado.
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