06/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Policiais sitiam invasão de Iranduba para cumprir determinação judicial. Índios promovem escaramuças

Publicado em 23 de setembro, 2013

Para dar cumprimento a decisão da Justiça Federal, cerca de 300 policiais formaram barreiras para impedir o avanço da invasão de uma área no km 6 da rodovia Manoel Urbano (AM-070), no município de Iranduba (a 25 quilômetros da capital).

Os índios resolveram protestar no final da tarde desta segunda-feira. Fotos: Ricardo Oliveira

Os índios resolveram protestar no final da tarde desta segunda-feira. Fotos: Ricardo Oliveira

A ordem judicial foi expedida pelo juiz federal Érico Rodrigo Freitas Pinheiro, que determina que as Polícias Militar e Federal impeçam a entrada de pessoas e veículos na área de 50.000m2 onde se instalou, há cerca de três meses, uma ocupação irregular. A presença da polícia será ostensiva até que seja expedida a reintegração de posse da área.

Para garantir o cumprimento da ordem judicial, a Polícia Militar montou barreiras em cinco pontos que dão acesso ao local. Já nas primeiras horas desta segunda-feira centenas de pessoas foram impedidas de entrar na invasão. Para o secretário executivo do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), colegiado da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AM), Frederico Mendes, são pessoas que saem sempre a noite para dormir em outros locais e retornam no início do dia com o intuito de garantir o espaço na invasão.

“Os esforços são para certificar o cumprimento de uma ordem judicial e, ao mesmo tempo, evitar qualquer tipo de confronto com a população que se instalou no local”, disse Frederico.

Índios de várias etnias que ocupam as terras na AM-070. Foto: Ricardo Oliveira

Índios de várias etnias que ocupam as terras na AM-070. 

Segundo um levantamento da Polícia Militar pelo menos seis mil pessoas ocupam a área que foi identificada como Área de Preservação Ambiental (APA). O Batalhão de Policiamento Ambiental também faz parte do contingente policial que aguarda a ordem de desocupação da área.

Conforme o comandante do batalhão, Flávio Diniz, assim que o mandado de reintegração for expedido haverá uma avaliação dos danos causados à fauna e flora do local, além de punição aos autores dos danos. “Recebemos denúncia de que houve corte e queima de árvores, além do abatimento de animais”, adiantou Diniz.

No final da tarde, houve enfrentamento por parte dos índios e notícias que foram promovidas diversas escaramuças. Volte daqui a pouco para ler mais informações.

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