06/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Refino de petróleo puxa crescimento da produção industrial do Amazonas, segundo levantamento mensal do IBGE

Publicado em 06 de setembro, 2013

POR ADRIANA COSTA

Mesmo registrando um leve recuo frente ao mês de junho (0,9%), a produção industrial do Amazonas apresentou uma taxa positiva de 10,2% em julho, em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados divulgados, hoje (6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Das 11 atividades pesquisadas pelo instituto, sete registraram expansão na produção no Estado. Os destaques vieram dos setores de refino de petróleo e produção de álcool (488,8%) e outros equipamentos de transporte (53,4%).

A justificativa para impactos positivos expressivos dos dois segmentos é, sobretudo, a baixa base de comparação, visto que o primeiro ramo teve um recuo de 73,7% em julho de 2012 em função de paralisação para manutenção em importante unidade produtiva local, e o segundo caiu 52,5% no mesmo mês por conta da concessão de férias coletivas em empresas do setor de motocicletas do Polo Industrial de Manaus (PIM).

No que diz respeito a produtos, a maior produção foi de gasolina automotiva e óleo diesel e outros óleos combustíveis; e motocicletas e suas peças. Sobressaíram-se, ainda, setores de alimentos e bebidas (6,6%) e de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (4,2%), impulsionados, principalmente, pela maior produção de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais, no primeiro setor, e de televisores, no segundo.

Na contramão, as influências negativas vieram dos setores de máquinas e equipamentos (-32,4%) e de edição, impressão e reprodução de gravações (-28,3%), pressionados, especialmente, pela menor produção de fornos de micro-ondas e DVDs, respectivamente.

A expansão de julho da produção industrial do Amazonas foi a maior desde outubro de 2011 (16,1%). Com o crescimento na casa de dois dígitos, o Estado foi o 4º com a maior taxa positiva no país, atrás do Rio Grande do Sul (13,8%), Bahia (13,4%) e Goiás (10,6%).

De acordo com o IBGE ainda, a indústria sinalizou crescimento de 3,3% na produção no índice acumulado dos sete primeiros meses do ano. A taxa anualizada, acumulada nos últimos 12 meses, foi de recuo de 1,2% em julho de 2013, ao manter a trajetória ascendente iniciada em janeiro último (-7,3%).

No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, as variações foram positivas para sete dos 11 segmentos pesquisados pelo IBGE. Setores de refino de petróleo e produção de álcool (46,3%) e de máquinas e equipamentos (23,2%) contabilizaram as mais altas taxas positivas, impulsionados, em grande parte, pela maior fabricação de gasolina automotiva e óleo diesel e outros óleos combustíveis e de aparelhos de condicionador de ar, respectivamente.

Outros avanços assinalados vieram de equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (15,8%) e de alimentos e bebidas (4,7%), com destaque para a produção dos itens: relógios de pulso; e preparações em xarope e em pó para elaboração de bebidas, respectivamente.

Do lado contrário, tiveram baixa na produção os setores de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-8,6%) e de outros equipamentos de transportes (-7,0%), pressionados em grande medida pela menor fabricação de telefones celulares e de motocicletas e suas peças.

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