POR ADRIANA COSTA
Mesmo registrando um leve recuo frente ao mês de junho (0,9%), a produção industrial do Amazonas apresentou uma taxa positiva de 10,2% em julho, em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados divulgados, hoje (6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Das 11 atividades pesquisadas pelo instituto, sete registraram expansão na produção no Estado. Os destaques vieram dos setores de refino de petróleo e produção de álcool (488,8%) e outros equipamentos de transporte (53,4%).
A justificativa para impactos positivos expressivos dos dois segmentos é, sobretudo, a baixa base de comparação, visto que o primeiro ramo teve um recuo de 73,7% em julho de 2012 em função de paralisação para manutenção em importante unidade produtiva local, e o segundo caiu 52,5% no mesmo mês por conta da concessão de férias coletivas em empresas do setor de motocicletas do Polo Industrial de Manaus (PIM).
No que diz respeito a produtos, a maior produção foi de gasolina automotiva e óleo diesel e outros óleos combustíveis; e motocicletas e suas peças. Sobressaíram-se, ainda, setores de alimentos e bebidas (6,6%) e de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (4,2%), impulsionados, principalmente, pela maior produção de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais, no primeiro setor, e de televisores, no segundo.
Na contramão, as influências negativas vieram dos setores de máquinas e equipamentos (-32,4%) e de edição, impressão e reprodução de gravações (-28,3%), pressionados, especialmente, pela menor produção de fornos de micro-ondas e DVDs, respectivamente.
A expansão de julho da produção industrial do Amazonas foi a maior desde outubro de 2011 (16,1%). Com o crescimento na casa de dois dígitos, o Estado foi o 4º com a maior taxa positiva no país, atrás do Rio Grande do Sul (13,8%), Bahia (13,4%) e Goiás (10,6%).
De acordo com o IBGE ainda, a indústria sinalizou crescimento de 3,3% na produção no índice acumulado dos sete primeiros meses do ano. A taxa anualizada, acumulada nos últimos 12 meses, foi de recuo de 1,2% em julho de 2013, ao manter a trajetória ascendente iniciada em janeiro último (-7,3%).
No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, as variações foram positivas para sete dos 11 segmentos pesquisados pelo IBGE. Setores de refino de petróleo e produção de álcool (46,3%) e de máquinas e equipamentos (23,2%) contabilizaram as mais altas taxas positivas, impulsionados, em grande parte, pela maior fabricação de gasolina automotiva e óleo diesel e outros óleos combustíveis e de aparelhos de condicionador de ar, respectivamente.
Outros avanços assinalados vieram de equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (15,8%) e de alimentos e bebidas (4,7%), com destaque para a produção dos itens: relógios de pulso; e preparações em xarope e em pó para elaboração de bebidas, respectivamente.
Do lado contrário, tiveram baixa na produção os setores de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-8,6%) e de outros equipamentos de transportes (-7,0%), pressionados em grande medida pela menor fabricação de telefones celulares e de motocicletas e suas peças.
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