O torcedor do Corinthians, o amazonense Cleuter Barreto Barros, que foi preso na Bolívia acusado pela morte do jovem Kevin Espada – e foi solto por falta de provas – participou da briga com torcedores do Vasco no último domingo, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. As informações são do jornal O Estadão.
Sócio da Gaviões da Fiel, ele é o segundo associado da facção que ficou detido em Oruro por causa da morte do torcedor boliviano envolvido na briga de domingo, em Brasília. O outro é Leandro Silva de Oliveira.
Fotos e vídeos mostram Barros, assim como Oliveira, correndo em direção aos vascaínos e, mesmo após ser contido por policiais, partindo para a briga.
As imagens do confronto e de Barros na Penitenciária San Pedro, em Oruro, foram analisadas por membros da ABPC (Associação Brasiliense de Peritos em Criminalística), que concluíram que se trata da mesma pessoa em todas as fotografias.
O Ministério Público de São Paulo defende a dissolução da Gaviões e o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) pode punir o Corinthians com uma multa e a perda de mando de campo. Já a polícia do Distrito Federal prometeu indiciar os responsáveis pela confusão.
Barros é conhecido na organizada como “Manaus”, sua cidade de origem. Líder da subsede da torcida no Amazonas, ele teria ido a São Paulo para participar da organização do desfile de Carnaval da Gaviões e passou a dormir na sede da organizada, localizada no bairro do Bom Retiro. O torcedor vai a praticamente todas as partidas do Corinthians e toca tambor na bateria da organizada.
Ele atua na linha de frente da facção. Segundo informações, foi um dos primeiros a partir para o confronto com os torcedores do Vasco e ficou o tempo todo no meio da confusão. A briga aconteceu no intervalo do jogo e Barros só voltou à área reservada aos corintianos depois que os policiais, com spray de pimenta e cassetetes, conseguiram isolar os brigões.
Veja mais notícias em Destaques