17/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Venda de peixes ornamentais cai 60% nos últimos 8 anos. Propostas para recuperar mercado vão ser discutidas em Brasília

Publicado em 26 de agosto, 2013

POR ADRIANA COSTA

 

O reordenamento da cadeia produtiva da pesca de peixes ornamentais no Amazonas estará na pauta da reunião do Conselho Nacional de Pesca em Aquicultura (Conepe), nesta terça-feira (27), em Brasília. As propostas a serem apresentadas pelo Estado visam recuperar as vendas para o mercado internacional, reduzidas em mais de 60% nos últimos oito anos.

“Hoje, a comercialização soma 10 milhões de peixes ornamentais por ano, mas esse número já chegou a 30 milhões em meados de 2005”, lamenta o secretário-executivo de Pesca e Aquicultura da Secretaria de Estado da Produção Rural do Amazonas (Sepror-AM), Geraldo Bernardino,  que representará o Amazonas no encontro em Brasília.

Bernardino destaca que, entre os pontos a serem abordados, está a regulamentação da venda do aruanã em sistema de cota. “A legislação brasileira proíbe a comercialização dos alevinos da espécie, liberada somente quando adulto”, destaca, ao explicar que o aruanã tem alto valor comercial no mercado externo. O secretário salienta, ainda, que os alevinos da espécie são vendidos no mercado informal e fazem parte da pauta de exportação de países vizinhos (Peru e Colômbia).

Outra questão, conforme Bernardino, é a implementação de planos de manejo de peixes ornamentais, a exemplo de como ocorre com o pirarucu, a fim de evitar o esgotamento de espécies, reduzir a intermediação na cadeia produtiva e ampliar o valor de mercado do pescado no mercado estrangeiro. “A partir do manejo, é possível fazer o rastreamento ao longo do trajeto entre o produtor e o exportador e certificar sua origem”, complementa o secretário-executivo de Pesca.

Dificuldades

Ele ressalta que a discussão em Brasília deve passar também pela falta de um laboratório para certificação sanitária dos peixes ornamentais, o que restringe o mercado importador para o Amazonas, e o alto custo para a exportação do pescado, mais especificamente a escassez de voos diretos para os países clientes.

Dentro desse objetivo de reorganizar a cadeia produtiva do peixe ornamental, na próxima semana, está programada outra viagem a Brasília para levar o projeto reformulado de um centro de acondicionamento e distribuição de peixe ornamental no município de Barcelos (a 405 quilômetros de Manaus). Aprovado no ano passado, o projeto, que será de parceria público-privada, passou por adequação de recurso necessário, a ser orçado em R$ 1,4 milhão.

O município de Barcelos é o principal polo produtor de peixe ornamental do Estado do Amazonas, ao envolver aproximadamente 1,5 mil famílias na atividade.

Veja mais notícias em Economia

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.