Mais de R$ 40 milhões em produtos irregulares foram apreendidos nas galerias BBC, Baré, Destack e Central e no Hotel Amazonas, localizados entre as ruas Marechal Deodoro e Teodoreto Souto, durante a segunda edição da operação “Centro Seguro”, realizada no sábado (24/08), pelo Governo do Estado e Prefeitura de Manaus. A operação tem como foco a fiscalização do comércio de mercadorias contrabandeadas e sonegação fiscal em galerias que abastecem a venda de produtos piratas no centro da cidade.

Mais de uma tonelada de mercadorias irregulares foram apreendidas durante a operação. Fotos: José Soares
Os mandados de busca e a apreensão foram cumpridos pela Polícia Civil. Fruto de cerca de três meses de investigação, a operação recolheu mais de uma tonelada em mercadorias piratas e sem nota fiscal, produtos de confecção com etiquetas falsas de 20 marcas nacionais e estrangeiras. O material apreendido será armazenado em depósitos indicados pela Associação de Marcas e Patentes e pela secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e Secretaria Municipal de Economia e Finanças (Semef). Cinco caminhões fizeram o transporte do material. Flagrantes foram encaminhados para a 1ª Seccional Sul, no bairro da Colônia Oliveira Machado, zona centro-sul.
O empresário Sebastião Vilas Boas, apontado como um dos líderes da rede de distribuição dos produtos piratas em Manaus, e que tinha mandados de prisão expedidos pelas polícias do Paraná e do Amazonas, foi detido pela Polícia Civil. Ele seria responsável pelo contrabando de mercadorias do Paraguai para a venda aos lojistas da capital amazonense.
Fábrica clandestina
Segundo o delegado-adjunto da Polícia Civil, Mário Aufiero, a investigação policial vai prosseguir para encontrar outros suspeitos de envolvimento direto com o contrabando e o comércio de produtos piratas. Nas galerias Destack, BBC, Baré e Central funcionava a venda e distribuição. No Hotel Amazonas, que era utilizado como depósito de produtos, a polícia encontrou uma fábrica clandestina de bicicletas, CDs e DVDs. Novas buscas deverão ser realizadas em outros pontos identificados na investigação.
O delegado-geral da Polícia Civil, Josué Rocha, afirmou que a desarticulação desses crimes, que atentam contra a ordem econômica e tributária, acaba contribuindo para a redução de outros tipos de infrações. “Temos aqui no Centro muita mercadoria pirata e nosso foco é combater isso. A pirataria é impressionante. Ela também leva consigo outros crimes e nós estamos detectando isso. Crimes de furto, sonegação e outros mais. No trajeto, muitas vezes até droga. Ainda não tivemos isso, mas em outras cidades isso acontece”, disse.

Uma rede organizada de distribuição de mercadorias piratas se instalou na cidade e começa a ser combatida pela Polícia.
Cerca de 200 policiais civis e militares participaram da operação “Centro Seguro”. A operação envolveu órgãos do Governo do Estado e Prefeitura, por meio da Secretaria Extraordinária do Centro de Manaus, além da Sefaz, Semef, Eletrobras Amazonas Energia, Manaus Ambiental e uma empresa de que comercializa sinal de TV a cabo, que também vistoriam as ligações e realizaram o corte dos serviços de água e eletricidade dos lugares por conta de irregularidades.
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