A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que investiga a exploração sexual de crianças e adolescentes está em Coari, distante 363 km de Manaus, nesta segunda-feira (08/07), para apurar novas denúncias envolvendo o prefeito do município, Adail Pinheiro.
A comitiva vai ficar na cidade até terça-feira (09/07) para ouvir depoimentos de supostas vítimas de exploração sexual, do ex-delegado da Polícia Civil de Coari, Oswaldo Maia, do ex-assessor da Prefeitura, Adriano Salan, e do delegado da Polícia Federal no estado, Sérgio Fontes. O prefeito Adail Pinheiro, que também seria ouvido, divulgou nota afirmando que está internado desde a última sexta-feira (05/07) no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Segundo a nota, ele passa por uma série de exames médicos, cujo resultado será divulgado, em laudo médico, ainda nesta semana.

O prefeito de Coari, Adail Pinheiro, alegou que estava em tratamento de saúde em São Paulo para justificar sua ausência na CPI.
Ele afirma, ainda, que mesmo tendo sido notificado apenas às 9h desta segunda-feira para comparecer à CPI, estará à disposição da Comissão para prestar todos os esclarecimentos necessários em nova audiência a ser determinada pela presidente da Comissão, onde comparecerá independente do local para a realização do ato.
Tranquilidade
O atual prefeito de Coari já declarou estar muito tranquilo em relação a CPI da Câmara dos Deputados sobre denúncias de exploração sexual e pedofilia. Ele diz que o tema foi amplamente discutido e investigado, inclusive alvo de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado Federal, na qual nada ficou comprovado contra ele, tanto que seu nome sequer foi citado no relatório final.
Conforme informações divulgadas na imprensa local, as deputadas federais integrantes da CPI estariam vindo ao Amazonas por conta de uma nova denúncia de um suposto aliciamento sobre o qual nenhuma providência teria sido tomada.
Quanto à denúncia feita por M.E.S.L, 41, relatando o suposto aliciamento de sua filha de 12 anos J.I.L.R, Adail ressalta que o Boletim de Ocorrência (B.O.) foi lavrado na 10ª Delegacia Regional de Polícia Civil, no dia 4 de maio de 2012, sob a responsabilidade do então delegado titular Luiz Idelfonso Veiga Martins, que abriu Inquérito Policial (IP), sob o número 046/2012, para apurar o caso.
Adail afirma, que ao contrário do que foi divulgado na imprensa, todos os procedimentos foram tomados a fim de apurar a denúncia e o inquérito policial seguiu para a Justiça, sem que o crime fosse tipificado pela autoridade policial e com autoria “a identificar”, por não ter sido encontrada materialidade na acusação.
A adolescente apontada como suposta aliciadora J.P.L, 14, e seu genitor G.S.L, além de todos os demais citados no inquérito policial, segundo Adail, negaram as acusações e qualquer envolvimento no caso, inclusive a própria irmã da suposta vítima e filha da denunciante, arrolada como testemunha no inquérito, afirmou em depoimento que não viu o suposto aliciamento alegado por sua genitora;
Segundo o prefeito, o processo seguiu para a 1ª Vara da Comarca do Município de Coari, para despacho da juíza Karen Aguiar Fernandes, sem que o crime tenha sido tipificado ou que a autoria tenha sido identificada, uma vez que o Inquérito Policial não resultou em indícios que comprovassem a materialidade da denúncia.