A amazonense Nádia da Silva, 31, e o seu filho de 12 anos, que eram mantidos em condições de cárcere privado, por seu companheiro, na República Dominicana, conseguiram retornar a Manaus. Eles receberam ajuda da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) em trabalho conjunto com o Consulado da República Dominicana em Manaus, Ministério das Relações Exteriores e Embaixada do Brasil na República Dominicana.
De acordo com o deputado Abdala Fraxe (PTN), presidente da Comissão de Direitos Humanos, os pais de Nádia da Silva, que é vendedora, procuraram a comissão e relataram toda a situação vivenciada pela filha e pelo neto na República Dominicana. Fraxe acionou a sua assessoria jurídica e o Consulado daquele país em Manaus que intermediaram as conversas com a Embaixada do Brasil. “O envolvimento de todos foi imprescindível para a solução desse caso”, destacou o deputado.
Ao ser procurado pela assessoria jurídica da comissão, o cônsul honorário da República Dominicana em Manaus, Celso dos Santos, fez contato com a conselheira da Embaixada do Brasil naquele país, Maria Cristina Pereira, que, após uma série de mobilizações e investigações, conseguiram resgatar Nádia e o filho e custear o retorno deles à capital amazonense.
Hoje, em visita ao gabinete do deputado Abdala Fraxe, a amazonense lembrou os momentos que passou naquele país com o companheiro e a família dele. “Ele (companheiro) não permitia que eu trabalhasse, nem saísse da casa da família dele e os meus documentos pessoais, como o passaporte, ficavam retidos com ele. Foram quase dois anos vivendo dessa maneira. Eu pedia ajuda dos meus pais, mas como nós não tínhamos condições de custear o meu retorno, eu pensei que demoraria mais tempo para voltar. Hoje, a sensação de alívio é imensa. O que mais quero é recomeçar a vida aqui”, revelou.
Os pais de Nádia, Onésimo Rodrigues, 60, e Lindalva da Silva, 51, que, por conta da situação da filha adquiriram sequelas emocionais, hoje comemoram o retorno dela. “Eu fui várias vezes para o pronto-socorro com crises de hipertensão, passando mal, quando lembrava o que a minha filha estava passando e eu não podia fazer nada, a não ser pedir ajuda. Agora ela está aqui e nós vamos superar esse trauma juntos”, disse a mãe da amazonense.
A advogada da comissão, Adriana Lima, responsável pelo caso, informou que a amazonense e o filho receberão atendimento psicológico para ajudar a superar o trauma vivido na República Dominicana.
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