A juíza titular da 5ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, Andrea Jane Silva de Medeiros começa a ouvir, a partir de segunda-feira (29/04), os acusados de sequestro e cárcere privado do empresário Wellington Lins de Albuquerque, dono da Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro), e mais duas pessoas.
Ao todo, são 19 pessoas acusadas de envolvimento nesse crime, ocorrido no dia 10 de dezembro de 2011 para obter a quantia de R$ 1 milhão dos familiares do empresário, conforme denúncia do Ministério Público.
Além dos 19 acusados, também serão ouvidas na Audiência de Instrução e Julgamento as quatro vítimas (Wellington Lins de Albuquerque; Willas da Silva Oliveira e Raimundo Castro Alves, ambos funcionários do empresário; e Maria do Carmo Seffair Lins de Albuquerque, esposa de Lins); quatro testemunhas de acusação, fora as testemunhas de defesa arroladas no processo.
Devido à quantidade de acusados e testemunhas, a juíza decidiu realizar a audiência em quatro dias, começando na segunda-feira, às 9h, continuando no dia 30 de abril, dia 02 de maio e encerrando no dia 03, sexta-feira. A audiência vai ocorrer na 5ª Vara Criminal, que funciona no Fórum Ministro Henoch Reis, localizado na avenida Jornalista Umberto Calderaro Filho, bairro de São Francisco, Zona Centro-Sul de Manaus.
O processo, de nº 0266111-11.2011.8.04.0001, já ultrapassou 1,1 mil páginas, e os acusados são: Fabrício da Silva Sales; Amarildo dos Santos Gomes; Hemerson da Silva Brito; Caio Júnior Ferreira Machado; Moacir Teixeira da Silva; Camila Oliveira Falcão; Adriano da Silva; Valdenice Rodrigues de Souza; Fabiana da Silva Sales; Diorgis Luiz da Silva Pereira; Jhone César Tolentino da Silva; Janilson dos Santos Ferreira; Jailson dos Santos Ferreira; Alcino Vaz Matias; Florisnei Bezerra Sales; Dilza Teixeira da Silva; Willian dos Santos Brito; Jackson Pereira Brandão; e Kelli Cativo Mota.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE/AM), Wellington Lins de Albuquerque e os funcionários Willas da Silva Oliveira e Raimundo Castro Alves, teriam sido rendidos na tarde do dia 10 de dezembro de 2011 por cinco homens e pelo adolescente D.O.S., no momento em que chegavam ao sítio do empresário na BR 174 (Manaus – Boa Vista). Os seis acusados estavam portando armas de fogo, segundo o MP.
As vítimas foram levadas ao cativeiro que funcionou em um sítio, localizado no KM 21 do ramal do Pau-Rosa, onde foram mantidas até o recebimento do resgate, de acordo com os autos. A família pagou o valor exigido, de R$ 1 milhão, no dia 12 de dezembro de 2011, e as vítimas foram libertadas nas imediações de um posto de combustível, situado na BR 174, próximo à barreira policial situada na Ponte da Bolívia.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o plano para sequestrar o empresário teria sido arquitetado por Fabrício da Silva Sales, que teria obtido informações privilegiadas da rotina de Wellington Lins através de um funcionário de sua confiança. A companheira de Fabrício, Valdenice Rodrigues de Souza, seria a pessoa que teria dado suporte logístico, através do aluguel do carro utilizado para receber o valor do resgate, além de levar comida, lanterna e lona para o cativeiro, segundo o MP.
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