Dezenas de gestores de empresas e instituições que atuam no Amazonas, nas áreas de varejo, serviços, indústria e governamental, participaram de um encontro que discutiu as dificuldades locais para desenvolver, contratar e reter talentos profissionais. O evento foi baseado em grupos de discussão, dos quais surgiu um dado alarmante: no Amazonas, 71% dos gestores participantes já reduziram o nível de exigência dos profissionais que precisavam contratar. A conseqüência disso é o investimento maior em treinamento e até mesmo a espera de resultados inferiores, visto que as vagas para determinadas funções não conseguem ser preenchidas.
O encontro, realizado em 14 de novembro, recebeu o nome de “Workshop de Líderes: formar talentos para agregar valor ao negócio e ao mercado” e também trouxe outros dados relevantes. Os participantes sinalizaram que há um grande déficit de profissionais com nível superior em Engenharia Mecânica e Comércio Exterior. A maior lacuna, no entanto, vem dos profissionais da área técnica que, de acordo com os participantes, não preenchem os requisitos mínimos para áreas específicas como Manutenção, Qualidade, Produção, Logística, entre outros.
O processo para o desenvolvimento das competências desses profissionais tão desejados pelo mercado foi outro ponto discutido no workshop, realizado pela Fundação Nokia de Ensino, em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-AM). “Manaus é a sexta economia do País. É importante que as empresas locais busquem soluções conjuntas para transpor as barreiras que prejudicam nosso desenvolvimento e a qualificação profissional do amazonense é uma delas”, explica a presidente da ABRH-AM, Elaine Jinkings.
Casos de investimento em treinamentos realizados na própria sede da empresa, durante o tempo livre do funcionário em serviço, foram colocados como uma alternativa imediata e de baixo custo para suprir a demanda local pela qualificação de técnicos. “As escolas técnicas têm papel fundamental para esse desenvolvimento, que afeta tanto a sociedade quanto a economia local. Nossa excelência em formar profissionais para o mundo do trabalho é reconhecida nacionalmente. Estamos realizando uma grande expansão para oferecer mais vagas a estudantes e empresas, o que pode contribuir para a diminuição dessa demanda”, disse a diretora executiva da Fundação Nokia, Fabíola Bazi.
No segundo semestre de 2013, a Fundação Nokia de Ensino vai inaugurar seu novo campus em uma ampliação de R$ 40 milhões custeada pela Nokia. A construção vai mais que dobrar a oferta de vagas oferecidas pela escola, que atualmente trabalha com Pós-Médio Técnico, cursos livres de qualificação profissional, cursos online e Ensino Médio Técnico. Neste último nível de ensino, 70% das vagas permanecerão reservadas a alunos que concluíram o Ensino Fundamental em escolas da rede pública.
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