Numa grande mobilização, que começou pela feira da Banana, passando pela Manaus Moderna e terminando na feira temporária do mercado Adolfo Lisboa, o candidato a prefeito, pela coligação “O futuro é agora”, Arthur Virgílio Neto, causou um verdadeiro alvoroço entre feirantes e clientes que visitavam o local na manhã deste sábado (20). Na visita que durou, aproximadamente, quatro horas, Arthur reuniu centenas de pessoas e recebeu uma “avalanche” de apoio à campanha com clientes se aglomerando entre as barracas, subindo em cadeiras, caixotes e até nos balcões dos feirantes, tudo para conseguir, pelo menos, um aperto de mão.

Arthur fez uma caminhada de quatro horas na Feira da Banana, Manaus Moderna e a do Mercado Adolpho Lisboa.
Chegando às 8h, Arthur tomou café com alguns trabalhadores da feira da Banana e logo de início ouviu muitas declarações de voto e pedidos de melhorias para a região. “Sou feirante há 15 anos e meu voto é do Arthur, porque só ele poderá resgatar as feiras do estado de esquecimento em que estão”, disse Arthur Bilby, 47. “É a hora da mudança! A feira tem 18 anos e até hoje nunca foi reformada. Confio nas propostas do Arthur para reformar e ampliar das feiras”, completa Moacir Cintrão, 48, causando grande empolgação entre os colegas feirantes que gritavam: “Esse é o nosso prefeito! Os feirantes estão com Arthur!”.
Uma das perguntas mais repetidas ao candidato durante a passagem pelas feiras da Zona Central de Manaus foi quanto à privatização dos espaços. “Ontem, a concorrente política de Arthur esteve conosco e, entre outras críticas ao candidato, ela disse que ele irá privatizar a Manaus Moderna e outras feiras. Eu pergunto, é verdade?”, questionou o carreteiro Arnaldo Nascimento, 29, revelando que no primeiro turno votou em Vanessa Grazziotin, mas que agora é Arthur, pela sua campanha limpa e sem ataques.
A mesma resposta que Arthur deu a Arnaldo, ele repetiu ao longo do percurso. “Não iremos privatizar nada! O feirante tem uma natureza autônoma e não está acostumado a ter patrão”, esclareceu. “Hissa e eu queremos fazer da Manaus Moderna a feira modelo da cidade de Manaus. Um local não só para compras, mas também para lazer, um local onde os feirantes terão muito orgulho de trabalhar”, afirmou.
Antes de sair do ambiente e se dirigir ao Mercado Adolpho Lisboa, Arthur teve a alegria de ver a Manaus Moderna parar e quase cair abaixo ao som de centenas de vozes que ecoaram em toda feira, clamando um só nome: “Arthur! Arthur! Arthur!”. Para o ex-candidato Serafim Corrêa, que acompanhou o prefeiturável na movimentação, ver o Arthur na prefeitura é um sentimento que tem origem no povo. “Não há quem o segure”, afirmou Sarafa.
Reabertura do mercadão
Já conversando com os trabalhadores do Mercado Adolpho Lisboa, temporariamente abrigados em uma feira improvisada, Arthur identificou a situação precária em que se encontram há, pelo menos, seis anos. “Sei que não será uma tarefa fácil, mas tenho a convicção de que o Arthur tem a coragem e a experiência necessárias para reabrir o mercado Adolpho Lisboa. É uma vergonha para Manaus ter o principal mercado nessas condições, um lugar que é visitado diariamente por tantos turistas”, aponta o funcionário público José Raimundo, 54.
Atuando no comércio de ervas e acompanhando a história do mercado Adolpho Lisboa desde a década de 60, dona Judite Formoso, de 76 anos, resume o espaço como sua “vida” e lamenta pelo abandono do patrimônio histórico do Amazonas. “E lá se vão seis anos que estamos assim, trabalhando de maneira improvisada. Entra prefeito e sai prefeito e ninguém resolve nada”, disse a comerciante para Arthur.
Muito comovido, não só pela história de dona Judite, mas por tantas outras que se entrelaçam com o mercadão, Arthur prometeu que irá fazer de tudo para reabrir o Mercadão. “Até onde sei, o dinheiro para reforma já está na conta da prefeitura há muitos anos. O que falta é ter uma conversa franca com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para que eles ponham de maneira conjunta todas as exigências a serem cumpridas e não a cada embargo apresentar um motivo diferente”, explicou.
Ainda segundo o candidato a prefeito, o mercadão representa uma parte da história do Amazonas e do Brasil, já que era pra ser um dos mercados mais bonitos do mundo, construído em 1880, período em que o Estado vivia o auge econômico da borracha. “O maior crime contra o patrimônio histórico é deixar o mercado como está, abandonado. Queremos reabrir o mercado e fazer dele um cartão postal de Manaus para os inúmeros turistas que recebemos de todo o mundo”, defendeu Arthur.
Outra figura emblemática do mercado central é Fernandes Reis Pereira, de 66 anos, conhecido como “sêo metal”. Para ele, um dia o Amazonas teve um filho da terra que o defendia nacionalmente. “O Arthur dormiu senador e acordou sem mandato, mas agora ninguém tira a sua vitória”, afirmou. “Veja bem: não sou obrigado a votar, mas só irei à urna para garantir meu apoio ao 45”, reforçou Nilson Mota, de 80 anos, arrancando muitos aplausos dos populares e feirantes presentes, inclusive do próprio Arthur.
“Faço um balanço muito positivo dessa atividade de hoje pela enorme receptividade que o povo me demonstrou, sabendo que grande também será a minha responsabilidade de fazer de Manaus uma nova cidade, mais limpa, urbanizada, com trânsito organizado, mais educação, saúde e, sem dúvida, mas feliz”, concluiu.
Neste domingo, Arthur repete a atividade, mas desta vez na Feira do São José, que já foi considerada a maior da América Latina, em extensão. A partir das 8h, Arthur e Hissa e todos os seus apoiadores e militantes vão visitar a maior feira de Manaus.
Obs: Texto de responsabilidade da assessoria de imprensa do candidato.
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