O Trecho C (Oriximiná – Manaus), do ‘Linhão’ de Tucuruí, está com 76% das obras concluídas da linha de transmissão e 83% nas subestações. “Com esse resultado, não mediremos esforços para que, até outubro ou novembro deste ano, o trecho Oriximiná-Manaus seja concluído”, declarou o diretor técnico do consórcio Manaus Transmissora, Paulo Sérgio de Oliveira. O empreendimento conta com um total de 1.038 torres e duas subestações.

Subestação (SE) Lechuga, no quilômetro 22 da rodovia AM010, que será responsável pelo rebaixamento da tensão da linha de transmissão de 500 kV.
Nesta quarta-feira (17/07), a diretoria da diretoria da Eletrobras Amazonas Energia recebeu uma comitiva da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM), para acompanhar in loco, as obras de adequação da rede de energia elétrica para receber o ‘Linhão’ de Tucuruí.
A comitiva visitou o canteiro de obras da subestação Cachoeira Grande (localizada na Colônia Japonesa) e, em seguida, com a diretoria do consórcio Manaus Transmissora de Energia (formado pelas empresas Chesf, Eletronorte e da espanhola Abengoa), as obras da subestação Lechuga (no quilômetro 22 da rodovia AM010). As obras estão sendo construídas para receber energia que será transportada pelo Linhão.
A comitiva de executivos, acompanhada do presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás e Energia (CGRHMGE), da ALEAM, deputado Sinésio Campos, também realizou um sobrevoo pelas estruturas das torres de transmissão nas proximidades de Manaus e puderam conferir o avanço das obras.
Energia
O Linhão de Tucuruí, com previsão de ser entregue no primeiro semestre do ano que vem, será a maior linha de transmissão de energia elétrica já construída no Norte do país, em se tratando de questões de logística. Irá conectar o Amazonas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), fazendo com que o Estado deixe de operar em sistema isolado do resto Brasil.
Para Oliveira, a única ressalva ao período de conclusão das obras seriam atribuídas às chuvas desse ano que ocasionou uma cheia histórica na região, principalmente, na região da Estrada da Várzea localizado no município de Itapiranga e na região do Parque Nhamundá, localizado no município de Nhamundá, locais de difícil acesso.
Segundo o presidente da Eletrobras Amazonas Energia, Marcos Aurélio Madureira da Silva, a chegada do ‘Linhão’ significa mais economia, sustentabilidade e desenvolvimento para o Estado.
“Com a construção da linha de 500 kV, houve a necessidade da adequação do sistema elétrico de Manaus para receber o ‘Linhão’. Por isso, a Eletrobras Amazonas Energia está construindo mais subestações que irão permitir essa adaptação ao novo sistema, o que irá garantir melhor qualidade no fornecimento de energia elétrica para a região. Além disso, a empresa irá desativar as usinas termelétricas menos eficientes que hoje operam com óleo combustível. Isso significa dizer que é um grande avanço em termos ambientais para o Amazonas”, ressaltou Madureira.