A Funai é o primeiro órgão federal a confirmar adesão à greve dos servidores públicos federais. A decisão foi tomada em assembleia geral nesta segunda-feira (25/06). A partir de sexta-feira (29/06) o atendimento no órgão será paralisado por tempo indeterminado.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) decidem nesta terça-feira (26/06) se aderem à paralisação. Durante essa semana haverá também reuniões no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e Ministério da Saúde.
Segundo o servidor da Funai, Armando Luiz Milon, o setor administrativo do órgão será afetado diretamente com a greve. “Na sede da Funai quase todos os servidores decidiram aderir à greve. Emissões do Registro Administrativo Indígena (Rani) estão prejudicadas”, ressaltou.
A decisão dos servidores em aderir a greve foi tomada após dezenas de reuniões de “negociação”, com o governo federal, que não apresentou uma resposta oficial à pauta de reivindicações dos servidores entregue ao Ministério do Planejamento em janeiro deste ano.
A principal demanda é a reestruturação das diversas carreiras do setor público, visando uma política eficiente que garanta qualidade dos serviços prestados à sociedade. “O governo federal só tem enrolado os servidores. Na última reunião com as entidades, dia 1 de junho, o governo afirmou que só apresentará proposta em 31 de julho. Mas é impossível para os servidores esperarem até esta data, Por isso decidimos essa paralisação”, disse Menandro Abreu Sodré, secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amazonas (Sindsep/AM).
Pauta Unificada de Reivindicações
1. Definição da data-base em 1º de maio;
2. Política salarial permanente com reposição inflacionária, valorização do salário base e incorporação das gratificações;
3. Contra qualquer reforma que retire direitos dos trabalhadores; 4. Retirada de PECs, PLs, MPs e decretos contrários aos interesses dos servidores públicos; 5. Cumprimento, por parte do governo, dos acordos firmados e não cumpridos; 6. Paridade entre ativos, aposentados e pensionistas;
7. Reajuste dos benefícios (auxílio-alimentação, diárias e contrapartida do plano de saúde).
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