Os “chefões” do crime presos no Amazonas vivem muito bem obrigado no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Uma revista feita hoje na ala onde funciona o regime semiaberto do presídio encontrou um notebook (computador portátil), pistola 9 milímetros, com silenciador e 16 cartuchos, revólver calibre 38, cano longo, e seis cartuchos, além de colete à prova de bala da Polícia Civil, 21 rádios de comunicação, 21 facas, 26 celulares e até uma balança de precisão de 500 gramas, geralmente usada para empacotar cocaína e maconha.
A ala abriga 382 presos, entre os quais João Pinto Carioca, o João Branco, considerado um dos maiores traficantes do País e condenado a 50 anos pelo crime. Ele foi beneficiado com a prisão em regime semiaberto, em abril, e em maio ganhou 32 dias de saída temporária, que podem ser concedidos em partes, ao longo do ano. A próxima saída temporária estava programada pela Vara de Execuções Penais (VEP) para o Dia dos Pais (12/08).
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) investiga a participação de João Branco nos assassinatos de Allan Costa Rodrigues, 33, o ‘Guga’, dia 05/05, no estacionamento do Diamond, na Estrada do Turismo, e de Jéferson Átila Dias França, o ‘Jefinho’, no dia seguinte, no bairro Lírio do Vale, zona Centro-Oeste. As armas e o farto material de comunicação encontrado na ala onde ele é considerado “xerife” parece comprovar a possibilidade de que tenha ordenado as execuções do presídio, em mais um episódio da disputa pelo comando do tráfico em Manaus.
Rebelião
Um princípio de rebelião foi dominada, hoje pela manhã, na delegacia de Presidente Figueiredo, depois que as reivindicações de banho de sol, visita íntima e volta de TV que havia sido retirada, feitas pelos presos provisórios no local, foram atendidas. Policiais do Batalhão de Choque foram até a cidade, para garantir a tranquilidade.
Os 38 presos, que estão em celas onde cabem no máximo 12, chegaram a quebrar cadeados, mas foram contidos. O protesto se deu porque o delegado local havia punido o grupo por terem ameaçado um detento de morte, obrigando à retirada do mesmo da cela. Quinze homens e cinco mulheres foram transferidos para Manaus, por ordem judicial.
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