Os promotores de Justiça que estão trabalhando na investigação de fraudes no concurso da Defensoria Pública do Amazonas vão recomendar ao prefeito Amazonino Mendes que anule o concurso da Secretaria Municipal de Educação (Semed). O certame, destinado a preencher 1.146 vagas e cujas inscrições se encerram dia 14/08, está sendo realizado pelo mesmo Instituto Cidades, de Fortaleza, responsável pelo concurso da Defensoria.
Entre os elementos a serem apresentados a Amazonino estão concursos anteriores, também organizados pela empresa, que resultaram em provas de favorecimento. “Um candidato, professor na língua exigida em concurso para intérprete, não se conformou com a nota, um 6,0, e conseguiu judicialmente a revisão das provas. O resultado mostrou que o primeiro colocado errou o título da prova e o recorrente merecia nota 9,5 e não 6,0”, disse a fonte do blog.
O Instituto Cidades fez concurso para intérprete da Junta Comercial do Estado do Ceará, mas o blog não conseguiu apurar se foi esse o caso a que se referiu a fonte e que já consta nos autos da investigação do concurso da Defensoria Pública.
A recomendação ao prefeito de Manaus será feita também com base em dados ainda sigilosos da investigação. Os promotores entendem que os elementos são graves e justificam o pedido. Eles não descartam que, em uma semana, no máximo, tenham condições de transformar a “recomendação” em pedido judicial, caso o prefeito, que é advogado, não os atenda.
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