“Alguém vai ter que pagar a manutenção da ponte sobre o rio Negro. Se cobrarmos pedágio, só quem paga são os usuários da ponte. Se não cobrarmos, até quem mora em Tapauá e nunca usará essa ponte estará pagando por ela”. Esse argumento, expressado hoje pelo governador Omar Aziz, durante entrevista coletiva, está sendo considerado definitivo para aprovar a cobrança de pedágio na ponte.
Os estudos, aos quais o governador teve acesso hoje, mostram que o custo de manutenção da ponte ficará em torno de R$ 1 milhão/mês, nos próximos 30 meses, e a manutenção estrutural mais pesada está marcada para apenas daqui a 50 anos. Isso seria suficiente para que Omar se eximisse do ônus político de determinar a cobrança do pedágio, mas há outras coisas em jogo.
Um dos principais fatores é a contenção do fluxo na ponte. Com a expectativa gerada e a inauguração em pleno verão, quando há muito peixe nos lagos da região de Iranduba e Manacapuru, além de praias belíssimas, o número de carros será muito superior à capacidade da estrada AM-070, chamada Manoel Urbano. A necessária duplicação da rodovia chegou a ser anunciada por Omar, mas, até agora, nenhuma atitude foi tomada para a licitação da mesma e o tempo até a inauguração da ponte, marcada para o dia 24 de outubro, aniversário de Manaus, não é suficiente para mais nada.
Para evitar congestionamentos na avenida Brasil, na Compensa, após a inauguração, o Estado construirá duas passagens de nível. A primeira, no trecho que sai da estrada da Estanave com a avenida Brasil, que permitirá acesso para o Centro e em direção à Ponta Negra, forçará a destruição do monumento construído pelo ex-governador Eduardo Braga, ao preço de R$ 5,5 milhões, na avenida Brasil.
Uma segunda intervenção será feita na rotatória do entroncamento entre a avenida Coronel Teixeira (estrada da Ponta Negra) e a avenida Brasil, em frente ao templo da igreja Internacional da Restauração.