O governador Omar Aziz recebe hoje, das mãos do secretário estadual da Região Metropolitana, Renê Levy, um estudo técnico sobre o custo de manutenção da ponte sobre o rio Negro, com base no qual deve ser definida a cobrança ou não de pedágio na mesma.
O estudo abrange a implantação e os primeiros 30 meses de funcionamento da ponte. No lado de Manaus, onde vários terrenos foram desapropriados e funcionou um dos canteiros da obra, deve ser implantada uma casa de monitoramento do tabuleiro e da parte de baixo da ponte, com câmeras iguais às usadas pelo Ciops, além de outros equipamentos de segurança. É lá que ficará estacionado, por exemplo, o guincho encarregado de retirar carros que sofram pane durante a travessia.
O valor total da manutenção, segundo uma fonte do blog que teve acesso ao estudo, será de R$ 1 milhão/mês. Isso inclui tanto a operacionalização da casa de monitoramento, quanto a parte estrutural. “A manutenção mais pesada da ponte só deve acontecer em 50 anos”, tem dito Renê Levy. O asfalto, por exemplo, será de apenas cinco ou sete centímetros, mas todo o resto do piso é de concreto, que não deteriora.
A Secretaria da Região Metropolitana deve limitar o acesso dos caminhões de tijolos vindos do Polo Cerâmico de Iranduba. “Se a gente liberar o tempo inteiro, esses caminhões vão prejudicar o tráfego em Manaus e só vamos permitir a travessia em horários determinados”, disse Renê.
Política e prazos
A construção de uma praça de pedágio na ponte sobre o rio Negro levaria pelo menos até o final do ano, só para superar o processo de licitação, segundo um técnico ouvido pelo blog. Com as chuvas, características do primeiro semestre na região, o trabalho só ficaria pronto no final do ano que vem, mais de um ano após a inauguração da ponte, confirmada para outubro.
O custo de operação da própria praça, que necessitará de funcionários durante 24 horas, é outro obstáculo para a execução da obra. E, finalmente, o governador Omar Aziz deve levar em conta a questão política.
O ex-governador Eduardo Braga prometeu que não cobraria pedágio. Omar decide cobrar. A síntese colocaria mais um peso no lado da avaliação administrativa favorável a Braga, que, aliás, começou a obra da ponte, mas pagou apenas 30% dela.
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