Reportagem do jornal americano “New York Times” informou na edição de sábado (9) que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu investigação criminal sobre expedições de pesca esportiva na Amazônia, que seriam usadas para o turismo sexual. Os americanos mantinham relações sexuais com meninas menores de idade.
A ação judicial foi protocolada no mês passado em nome de quatro mulheres brasileiras – uma das quais disse ter 12 anos na época – que afirmam que foram coagidas quando adolescentes a se prostituir para americanos em expedições de pesca operadas por um empresário de Atlanta.
“O Brasil está tomando o lugar da Tailândia como local preponderante de turismo sexual nas férias”, disse ao “New York Times” Kristen Berg, da Equality Now, uma ONG de Nova York que ajudou a trazer a ação para a Geórgia. Segundo ele, esse processo foi o primeiro caso em que uma lei federal de 2000, de proteção a vítimas de tráfico e violência sexual, foi usada para pedir indenização contra alguém acusado de turismo sexual.
Na quinta-feira, o acusado no processo, Richard Schair, que opera uma empresa em Atlanta de negócios imobiliários ,apresentou recurso pedindo que o processo fosse suspenso. Ele diz que as acusações de turismo sexual são falsas. De acordo com o processo, Schair ou seus empregados recrutavam meninas em um clube para se juntar a eles em barco de pesca, onde as adolescentes foram coagidas a manter relações sexuais e pagas por isso.
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