A ponte sobre o rio Negro, que em minha opinião contribui muito para melhorar a auto-estima amazonense – afastando aquela história fatídica de que “somos pobres e moramos longe” -, teve a inauguração adiada em mais seis meses. As razões, difíceis de deglutir, são a falta de defensas e de iluminação cênica.
Achei que, após 15 dias de férias, encontraria a ponte inaugurada. Não foi desta vez.
Cada dia de adiamento é mais um dia de sofrimento para os moradores de Iranduba, Manacapuru e Novo Airão, mais um represamento na demanda econômica que será gerada na ponte, com aumento da especulação imobiliária.
O custo também é um absurdo. Vamos passar a inacreditável marca de R$ 1 bilhão.
A ponte, ao fim e ao cabo, acaba sendo um marco do tamanho da tolerância das instituições amazonenses. Se for permitido que continue nesse ritmo, todo o resto será possível.
Veja mais notícias em Geral