Uma verdadeira corrida silenciosa disparou, desde domingo, no momento em que as urnas definiram a vitória do governador Omar Aziz. Até então, muitos ainda apostavam nas chances do senador Alfredo Nascimento e outros acreditavam que bastava cultivar a bajulação ao ex-governador Eduardo Braga. A partir de então, esses acólitos, a maioria profissional do alpinismo governamental, só tem olhos para Omar.
Engana-se quem pensa que a disputa se dá apenas em torno dos cargos de primeiro escalão. Nada disso. A guerra mais cruenta está em torno dos cargos entre R$ 2 e R$ 7 mil, no quarto e quinto escalões.
Um episódio é repetido na assessoria mais próxima de Omar e se refere a um grupo, muito bem informado, do segundo e terceiro escalões, que se articulou para passar dados mais ou menos sigilosos da administração aos adversários do poder atual – aqueles que até então tinham chances de vitória. Criaram círculos dentro das equipes de campanha desses candidatos. E agora são capazes de qualquer coisa para não ter os nomes revelados.
Quem conhece gente assim sabe que são pessoas capazes de qualquer coisa para sobreviver no poder e garantir um “carguito”.
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