O palhaço “Tiririca” se tornou o grande fenômeno da campanha eleitoral deste ano. Deve alcançar mais de 1 milhão de votos, para deputado federal, em São Paulo. A iconoclastia, em seus diversos matizes, produziu Enéas e Clodovil, nas últimas disputas de vagas paulistas na Câmara Federal. E permitiu a um Henry Louis Mencken dizer que se “racismo desse voto (o presidente) Roosevelt sacrificaria um negro todos os dias nos jardins da Casa Branca” (clic para ler mais).
Mas uma coisa é uma frase bem-humorada. Tiririca tem várias delas: “Você sabe o que faz um deputado federal? Nem eu. Mas vote eu mim que eu descubro e conto pra você”; “Vote no Tiririca. Pior que tá não fica”. Outra é eleger alguém sem qualquer formação para elaborar leis.
Isso mesmo. Tiririca cheio de graça pode muito bem tomar a iniciativa de recriar a pena de morte, algo que a sociedade precisaria de 1 milhão de assinaturas para conseguir.
É um absurdo. Mas é um absurdo típico da democracia, cujo aprimoramento é lento mesmo. Pior é ver que nem podemos torcer o nariz para os paulistas, uma vez que um dos favoritos para uma das oito vagas do Amazonas na Câmara Federal, Henrique Oliveira, apela justo para o mesmo palhaço em busca de votos.
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