A juíza federal auxiliar Marília Gurgel Sales deu provimento à multa de R$ 21 mil, a mim, a Ronaldo Tiradentes e a Samara Souza, diante do pedido do ex-ministro Alfredo Nascimento. Julga-se o impetrante prejudicado por nós. É R$ 21 mil de cada um.
O pedido foi atendido só em parte. Alfredo queria mais. Tencionava fechar a rádio. Queria receber R$ 106 mil. Gostaria que a juíza, no mínimo, proibisse-nos de citar-lhe o nome.
O que fizemos? Samara, tadinha, estava na rua, correndo atrás de notícia, quando esbarrou na passeata do Alfredo na Compensa. Ouviu os gritos do público, as cobranças, quando ele passava, e abriu o microfone. O povo, que pouco tem tido voz, disse o que quis, cobrando porto, estrada, Expresso, Nova Veneza, essas coisas.
Tenho cobrado promessas de campanha. A BR-319 foi asfaltada? Não. A BR-174 foi duplicada até Presidente Figueiredo? Não. A Nova Veneza foi construída por ele? Não. O Expresso funciona? Não.
São coisas concretas. A Justiça, na exceção da verdade, vai entender isso.
Agora mesmo, fiz um comentário dizendo que ele escolheu como slogan, que é o centro, a definição da campanha, “O candidato do Lula”. Isso lá é credencial para alguém que quer ser governador do Amazonas? Mas não foi por aí minha crítica. Disse que, com o chamado pragmatismo político – o mesmo que fez Lula flexibilizar o ideário petista na hora de vencer a eleição de 2002 –, faria com que Omar ficasse tentado a seguir na mesma linha. Aí seria um tal de “Lula é meu” que iria apagar as possibilidades de apresentação de propostas, que deveria ser o verdadeiro objetivo das campanhas.
Alfredo entendeu que a crítica era só para ele e nos processou. Quer, de novo, fechar a CBN, proibir de citar seu nome e indenização de R$ 106 mil – será que essa quantia tem alguma coisa de cabalístico para ele?
Veja mais notícias em Geral