O “choque de ordem” da Prefeitura de Manaus está esbarrando nas “ordens superiores”. Anunciou-se a retirada das balsas do porto da Manaus Moderna; a retirada de 72 das centenas de bancas de churrasquinho do Centro; e os retornos em frente ao DB da Ponta Negra chegaram a ser fechados. Todas essas iniciativas, devidamente negociadas e respaldadas pela necessidade de uma cidade mais organizada, voltaram atrás por “ordens superiores”.
Os fiscais, os funcionários de campo, estão atônitos. Vêem o trabalho de meses ir por água abaixo. Dizem que, no caso das balsas, determinado deputado estadual caiu em campo, mobilizou Deus e o mundo, até impedir a retirada. E tudo que a Prefeitura havia programado era em prol da organização da mixórdia que é o embarque e desembarque na Manaus Moderna.
Parênteses: o problema mesmo é a falta de um porto decente, para cargas e passageiros destinados ao interior. Não é possível continuar aceitando que, num local onde é feito 100% do abastecimento dos demais 61 Municípios do Estado, a carga tenha que ser levada no lombo, como se estivéssemos no século 19. Parênteses fechado.
O ex-prefeito de Manaus e atual presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Manoel Ribeiro, que se apresentou como grande avalista do “choque de ordem”, mergulhou. Sumiu.
O “choque de ordem”, desse jeito, uma imposição da Copa do Mundo de 2014, mesmo tendo como principal trunfo o fato de Amazonino Mendes não estar concorrendo a cargo nenhum, nesta eleição, entrará para a história por ter naufragado no primeiro retorno, ou nos vendedores de churrasquinhos, ou nas duas balsas da Manaus Moderna.
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