A possibilidade de um segundo turno nas eleições para o Governo do Estado, este ano, está praticamente descartada, caso a disputa se dê em torno das candidaturas colocadas até agora, as do governador Omar Aziz, do senador Alfredo Nascimento e do indefectível carteiro Herbert Amazonas. Só um quarto nome, jovem, bom de debate, limpo, discurso afiado, seria capaz de atrair o eleitorado de esquerda, órfão no emaranhado atual, e bater num índice acima de 10%. O nome está sendo estudado. Mas ainda não há consenso.O segundo turno poderia, por exemplo, em caso de vitória do tucano José Serra, esvaziar completamente a candidatura de Alfredo Nascimento, totalmente baseada na força do presidente Lula.
O único problema, pelo que se diz nos bastidores da política, é que esse terceiro nome, para preencher os requisitos necessários, não poderia se filiar a ninguém e marcharia num curso próprio. Alguém com esse perfil teria pouquíssimas chances de competir, mas seria, facilmente, uma nova liderança no Amazonas, capaz de se tornar competitiva para as próximas eleições majoritárias.
O ex-vereador Paulo de Carli e a postura que adotou nas eleições majoritárias de que participou é um bom exemplo. Só o peso do nome do pai dele, o ex-senador Carlos Alberto De Carli, que tem uma rejeição residual nada desprezível, impediu que decolasse.
Do ponto de vista puramente cidadão e do melhor espírito público, uma nova liderança seria muito bem-vinda, oxigenando um cenário político há muito estagnado. Mas quando se fala em nova liderança, ou seja, novo concorrente na praça, aí os caciques torcem o nariz.
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