O jogo de bastidores na disputa do Governo do Estado, entre o senador Alfredo Nascimento e o governador Omar Aziz, está agora com o placar de 3 a 2 a favor de Omar.
Alfredo fez 2 a 0 ao conquistar Serafim Corrêa para vice, em busca de descontar a desvantagem na capital, e ao garantir o apoio do PT, que lhe dá mais tempo no horário eleitoral gratuito do rádio e da TV.
Omar fez o primeiro gol ao penetrar na ferida aberta pela traição de Alfredo, que, ao transformar Serafim em candidato a vice teria negociado o apoio a ele na eleição para a Prefeitura de Manaus, em 2012, quando o prefeito Amazonino Mendes concorre à reeleição. O governador chamou o prefeito, assegurou os recursos de que ele tanto necessita e rompeu a aliança prévia deste com o senador.
Agora, ao encontrar com o ministro Alexandre Padilha, nesta quarta-feira (05/05), o governador marcou mais dois gols: negociou para que o presidente Lula, dono de popularidade que Eduardo Braga e ele próprio, Omar, construíram, no Estado, nesses quase oito anos, não venha fazer campanha direta para o adversário.
O outro gol é o sinal verde para manter o apoio de Eduardo Braga. Se Omar cumprisse a ameaça velada que fez e apoiasse José Serra – como é a tendência nacional de seu partido, o PMN – criaria um enorme constrangimento para o ex-governador apoiá-lo. Correria o risco de que Braga levasse o precioso tempo do PMDB, que é o maior de todos, para um campo neutro ou até mesmo para Alfredo, em nome da união da, a esta altura rachada, “base aliada” do Governo Federal.
Enfim, com o placar de 3 a 2 a favor de Omar, estão chegando os momentos decisivos. O período das convenções abre dia 10 de junho e vai até o dia 30 daquele mês. Mas terá Copa do Mundo, que começa em 11 de junho, e o Festival de Parintins, dia 30, em meio a essa complicada costura que decidirá as bancadas na Câmara Federal e na Assembléia Legislativa. Todos vão correr.
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