O prefeito Amazonino Mendes e o governador Omar Aziz saíram da entrevista coletiva, na tarde de hoje, todos sorridentes. Momentos depois, porém, quando a imprensa começou a ouvi-los a coisa desandou:
Omar disse que a ação conjunta é necessário “porque precisamos ajudar Manaus a tapar os buracos da cidade”. Ui!!! Acertou no calcanhar de Aquiles da Prefeitura.
Amazonino, por outro lado, igualmente “sincero”, disse que, se fosse governador, não faria uma Arena de R$ 500 milhões, mas um belo estádio, no lugar do Vivaldão, com R$ 100 milhões e usaria os outros R$ 400 milhões para “outras coisas que estamos precisando muito”. Ai!!! Omar se debate sob o risco de perder a Copa do Mundo, caso não consiga cumprir o rigoroso cronograma da Fifa.
E Amazonino se superou ao dizer que “seria maravilhoso poder ver o monotrilho circulando”, mas que isso “não passa de uma quiméria”.
Será que faltou briefing para dizer ao prefeito que o BNDES vai emprestar o dinheiro para grande parte da Arena e do Monotrilho? E que esse dinheiro não estaria disponível, não fosse para essas obras e para a Copa do Mundo? Nem que o Governo do Estado, hoje, arrecada em um ano quase tudo ou tudo que o último dele (1994-2002) arrecadou, tendo dinheiro suficiente para, com alguma economia, bancar a parte do leão dessas obras?
Está faltando entrosamento entre prefeito e governador. Acertaram, porém, no atacado. Não esqueçamos que o objetivo do encontro foi o princípio de um acordo para as eleições deste ano. São ambos veteranos, se conhecem muito e o varejo, então, devem ir acertando aos poucos. Há tempo para isso.
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