Confira como os ouvintes da CBN Manaus estão antenados e mandam participação diária para o programa. Os e-mails são tantos que este blog resolveu abrir espaço para que eles metam bronca. Confira:
Irmã de Japurá e a cidadania eleitoral (25/03)
Sou Ir. Jusciêda Araújo Menezes, da Congregação das Irmãs de São Felix de Cantalice,CSSF, Moramos em Japurá, um interior muito distante de Manaus, região de fronteira com a Colômbia, e via internet estamos ligadas na CBN. Quero Felicitar a Dr. Elza Vitória de Sá Peixoto, juíza da 48 Zona Eleitoral de Japurá, que aderiu ao Mutirão Justiça e Cidadania ao alcance de todos (17-23/03/2010), contando com a dedicação e esforço, do trabalho árduo de sua equipe composta pelo escrivão e chefe de Cartório Civil, Luiz da Silva Yamane e Francisco da Silva do Rosário, Chefe de Cartório. Parabéns por esta importante iniciativa de aproximar o Judiciário daqueles que geograficamente se encontram mais distante. O trabalho desta equipe nos lembra a canção do poeta que diz: “Todo artista tem que ir aonde o povo está”.
Poluição sonora (25/03)
Hoje, pela manhã, ouvi parte da reportagem sobre a poluição sonora em nossa Cidade, e que também acontece em outras cidades pelo Brasil. Irritou-me sobremaneira a forma simplista com que o Sr. Wellington abordou “as providências adotadas”, como se o assunto fosse coisa banal, sem maiores repercussões.
Quero lembrar ao Sr. Wellington, assim como aos Vereadores, ao Prefeito, ao Comandante da polícia Militar, ao Secretário de Segurança, ao Sr. Diretor Geral da Polícia Civil, ao Procurador-Chefe do Ministério Público, Ao Governador do Estado, aos Srs. Juízes de Direito e a quem interessar possa, que é obrigação do Estado (Poder Público) fazer cumprir esse oceano de Leis sobre o tema, que existem no Brasil, cujo propósito é o de manter a ordem pública. Senão vejamos:
1) Neste exato momento (17:52 h) em que escrevo, aqui no Alvorada I, é freqüente a passagem de pick ups, ou mesmo carros de passeio, com o som em alto volume.
2) No loteamento Jardim do Éden, onde residi por seis meses, tentei, de todas as formas, impedir que um cidadão que mora na Rua F, número 99, continuasse a usar sua pick up com o som nas alturas. Tentei todos os órgãos de governo. No 190 o atendente dizia que a PM não cuidava desses casos; Na SEMMAS nunca encontrei ninguém após as 17h, feriados, finais de semana. No décimo distrito fui informado de que o delegado não possui autoridade para intimar o infrator, mas receberiam minha ocorrência e a encaminhariam para o Ministério Público, junto ao qual eu deveria abrir um processo contra o tal sujeito, correndo o risco de me tornar réu, caso não provasse minhas acusações. Lá, na delegacia, fiquei sabendo que, para mandar o dito sujeito parar de perturbar a vizinhança eles não podiam ir, por impedimento legal. Mas se eu o agredisse ou fosse por ele agredido, certamente iriam, por caracterizar CRIME, previsto na Lei. Moral da estória: mudei de endereço.
3) Da mesma forma, diversas vezes vi minha filhar acordar sobressaltada dentro do carro porque outro motorista decidiu ligar o som na carroceria de sua caminhonete, sem preocupar-se com os demais transeuntes. Lembro-me de um episódio em que um sujeito jogou seu carro em direção de uma dessas caminhonetes, na tentativa de agredi-lo, devido ao som alto demais. Por sorte o barulhento fugiu antes de ser abordado.
Então, meus amigos jornalistas, com os quais divido parte de minhas manhãs, eu pergunto, tal como fiz ao Sr Secretário da SEMMAS: Que direito tem um cidadão de, a pretexto de curtir seu barato sonoro, incomodar uma população inteira ao seu redor? E onde está o sagrado direito de um cidadão dormir sossegado, após um dia inteiro de labuta, no aconchego de seu LAR? Por quê somos obrigados a desfrutar de algo, somente porque um cidadão entendeu de usar um Direito que acredita ter? Por fim, a quem cabe fazer cumprir esse manancial de Leis sobre o tema “POLUIÇÃO SONORA”? A quem devemos recorrer, e obter, de forma prática, eficiente e definitiva, o cumprimento da Lei?
Cumpre-me lembrar que o Poder Judiciário encontra-se abarrotado de processos, muitos dos quais nem existiriam, se as Leis fossem cumpridas, ou, por outro lado, o Poder Público fizesse cumprir as Leis. E não custa acrescentar que, todo cidadão que não respeita a Lei deve, por força de sua aplicação, temê-la.
Particularmente estou cansado de ouvir dos representantes públicos justificativas mentirosas, descabidas e evasivas. Sempre há a informação de que “as providências estarão sendo tomadas”, de que “já na próxima segunda-feira as coisas serão diferentes”, e por aí vai.
Se é verdadeiro que “Manaus tem Prefeito”, quero crer que providências concretas serão tomadas para a manutenção da ordem pública, coibindo o uso desses equipamentos em vias públicas e mesmo em residências, uma vez que perturbam da mesma forma. Ou será que as “autoridades” esperam alguém morrer para, então, fazerem mais uma declaração à Imprensa, na tentativa de explicar o que não tem explicação?
E para mostrar que não faço denúncia leviana, segue correspondência encaminhada ao Secretário Marcelo Dutra (que, me parece, tem boa vontade na solução de diversas irregularidades) e protocolada conforme recibo abaixo. Até ontem (24/03/2010) a mesma pick up fiat continuava circulando pelo Alvorada I exibindo seu pôrno-forró em alto som.
Ênio Lacerda
Policiais Militares agridem na Avenue, Djalma Batista (26/03)
Criei coragem e resolvi enviar esta mensagem de denúncia e revolta. Venho por meio desta para, indignadamente, denunciar o total despreparo dos soldados da ‘gloriosa’ PM do Amazonas. No último sábado, dia 23/01/2010, por volta das 01h15 da manhã, ocorreu uma festa na danceteria Avenue, situada na Avenida Djalma Batista. Ao chegar ao local, acompanhado de uma amiga, deparei-me com três policiais militares espancando duas pessoas que supostamente estavam arrumando confusão dentro do local citado.
Seria um procedimento até então normal da PM abordar tais indivíduos e encaminhá-los para uma delegacia e registrar ocorrência, não fosse a truculência e total despreparo dos policiais, que batiam nos indivíduos já dominados com pesados cacetetes, na frente de várias pessoas, pois os indivíduos, por mais que tivessem arrumado confusão na danceteria, não estavam se quer demonstrando agressividade.
Isso sem falar em um casal que, juntamente comigo e minha amiga, a tudo observava revoltadamente. A moça do referido casal chorava e gritava pedindo aos soldados que parassem com aquela barbárie, mas era em vão. Vi um dos soldados truculentos pedir inclusive para a moça calar a boca (fazendo o gesto característico do dedo indicador à frente da boca).
É essa a Segurança Pública que a cidade de Manaus merece, com essa truculência e arbitrariedade? É essa a Segurança Pública que é prestada inclusive aos turistas de outros Estados do Brasil e do exterior? É essa a Segurança Pública que teremos na Copa do Mundo de 2014, onde os seres humanos são tratados como animais que devem ser açoitados para que se mantenha a ordem? Ao que parece, sim! Até porque isto é um sinal claro de que ainda no nosso Estado vivemos tempos de provincianismo e coronelismo, onde primeiro se atira e depois se pergunta!
Poderia no calor de minha revolta proferir inúmeros adjetivos, inclusive aqueles que são pronunciáveis somente após o horário nobre, quando as crianças já estão dormindo, mas no alto de minha educação, resumo-me ao seguinte adjetivo: revoltante! Com a palavra, o nosso Governador!
Rubem Nascimento da Rocha
Analista de Sistemas
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