Odenildo Sena, Doutor, eficiente professor do curso de Letras, teve a chance de dirigir uma instituição de fomento à educação, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam). Sexta-feira – e quase passo batido nessa – homenageou o centésimo Doutor que alcançou o título com apoio da mesma.
Antes, no Amazonas que aceitava apenas 1,5 mil alunos por ano no Ensino Superior, na Ufam, para fazer um Dr. do porte de uma Marilene Corrêa ou de um Odenildo ou de um Hidembergue Frota, leva-se 10, 12, 15 anos. O sujeito, mesmo sem querer e sendo modesto, virava personalidade acadêmica. Podia até ficar boçal.
Agora, na era de Roberto Mubarac, o 100º Dr. da Fapeam, pouco mais de três anos foram necessários para que chegasse lá. A pesquisa dele, “Vozes infantis: as culturas das crianças Sateré-Mawé como Elementos de (Des) Encontros com as Culturas da Escola”, permitiu concluir que as escolas, nos moldes em que são aplicadas, “são preconceituosas e deslegitimam os sateré-mawé”.
Tem mais. Mubarac nasceu em Itacoatiara e fez todo a vida escolar em escolas públicas. “Pretendo, agora, contribuir com instituições de ensino público do Amazonas na forma de professor. Este título de 100º doutor representa um sonho alcançado. O mais importante é poder, desta forma, dar maior visibilidade ao Amazonas e mostrar que não somos apenas um espaço físico, mas um espaço de homens de coragem, capazes de produzir ciência”, declarou.
Odenildo Sena tem a palavra: “Hoje, a Fapeam é a 4ª fundação que mais investe em ciência em todo o País. Até 2002, o Amazonas possuía menos de 500 doutores. No final de 2008, este número cresceu para 1.086”.
Um brinde aos nossos Doutores.
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