Terça, 24 de abril de 2018

Ressocialização de detentos por meio de artesanato, música e literatura nas unidades prisionais de Manaus

O objetivo do projeto é promover a ressocialização e a consequente reinserção das internas ao convívio social, através do aprendizado e de atividades. Foto: Divulgação

Programas e cursos para a ressocialização de detentos do sistema prisional do Amazonas, estãos endo realizados com ações que são desenvolvidas em unidades prisionais voltadas para atividades terapêuticas como artesanato, música e literatura. Na manhã desta quarta-feira (11), a Penitenciária Feminina de Manaus (PFM), localizada no km 8 da BR-174, realizou a primeira aula de música e canto do projeto “Harmonizar”.

O professor de música, Miquéias Fernandes, explica que o projeto está começando a ser desenvolvido nas unidades neste ano. “Como experiência pessoal, as aulas estão sendo bem gratificantes, porque tenho visto o retorno de todo o trabalho. A música tem a função de transmitir algumas mensagens que algumas vezes somente a palavra falada não consegue. A música envolve sentimento, sonorização e mudança de sentimentos”.

As atividades do “Harmonizar” serão desenvolvidas em um período de três meses em um total de 12 aulas, com turmas de 6 a 12 detentas. O objetivo do projeto é promover a ressocialização e a consequente reinserção das internas ao convívio social, através do aprendizado e de atividades musicais desenvolvidas nos presídios, com noções para flauta doce, violão em grupo, canto e coral.

A detenta da PFM, Juliana do Vale, é uma das selecionadas para participar das aulas de música e canto e tem expectativa de que o curso possa mudar a rotina das internas. “Nós somos agradecidas pelas atividades que mudam nossa rotina e que podem inclusive mudar os nossos estilos de vida. Na unidade temos estudo e diversos cursos, e esse que apareceu agora é uma das melhores oportunidades, pois é uma boa influência para cada uma aqui. As que estão aqui foram escolhidas porque realmente gostam de música, e poderemos refletir na letra de cada canção que vamos aprender, cantar e tocar”.

Artesanato

No regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj Fechado) os detentos participam de oficinas do Projeto “Mãos Livres”, com produção de luminárias em PVC. O curso faz parte do cronograma de atividades da política de qualificação profissional da Seap com a Umanizzare Gestão Prisional, nas prisões do estado.

De acordo com o secretário da Seap, coronel da Polícia Militar Cleitman Coelho, o objetivo do projeto é tirar os presos da ociosidade. “Com o artesanato eles acabam adquirindo conhecimentos técnicos, para que consigam produzir artigos de decoração. O curso ensina noções de criatividade, coordenação motora e disciplina, que estão sendo bem absorvidas pelo grupo que participa das oficinas”.

Francinaldo Miranda é um dos detentos do Compaj Fechado que participa das oficinas de artesanato, e aprendeu a técnica de produção de luminária em PVC antes de ser preso. “Quando cheguei na unidade já tinha o conhecimento e acabei mostrando para os outros internos o que era possível fazer. Graças ao apoio da secretaria e da unidade, o projeto foi criado para que todos aqui possam aprender a confeccionar as luminárias, para quando tivermos em liberdade, tenhamos uma forma digna de ganhar dinheiro”.

Literatura

No Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), a biblioteca da unidade é um dos espaços mais aproveitados pelos detentos. Marcelo Teixeira é um dos detentos que utiliza a biblioteca e ajuda na organização e catalogação dos livros para uso dos demais internos do CDPM.

“Eu ajudo nos trabalhos da biblioteca todos os dias. Passo nos pavilhões levando a relação dos livros que temos e eles escolhem através da lista e repassam para que nós façamos a separação das obras para que eles realizem a leitura em suas celas. Os livros mais pedidos pelos detentos são os de direito, e com essa atividade aqui na biblioteca eu pude trazer outros objetivos pra minha vida, inclusive o de estudar, que era algo que eu não tinha muito como prioridade quando estava na rua”.

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