Terça, 24 de abril de 2018

Greves são a negação do serviço público e é para evitá-las que os líderes são eleitos

Greves são a negação do serviço público

Greves são a negação do serviço público e as reivindicações não são as mais difíceis de serem atendidas

Paralisações de professores e policiais militares, de praças a subtenentes, além da ameaça dos rodoviários, colocam a cidade em polvorosa. Manaus hoje (15/03) é dos piores locais para se viver. Temos ainda a necessária obra na avenida Djalma Batista e os problemas no trânsito. Greve é terrível. Haviam sido afastadas do Brasil desde que o PT empregou os sindicalistas, parentes ou demais indicados por eles.

As novas lideranças sindicais não tiveram o treinamento das negociações anteriores. Amazonino Mendes nunca soube lidar com reivindicações e tem dificuldade em conviver com o oposto ao que ele pensa.

Chegamos a um impasse? A cidade vai mesmo ficar paralisada? Não é possível. O prejuízo, numa economia cambaleante como a nossa, Brasil e Amazonas, não tem como suportar esses entraves.

O líder é eleito para liderar. O serviço público existe para servir. Se categorias tão fundamentais, como são policiais militares e professores, cruzam os braços, o serviço deixa de ser prestado.

O líder, Amazonino Mendes, precisa agir.

Os oficiais da PM em cargos de confiança e assessores de segurança do governador estão permitindo equívocos.

Os PMs em greve querem revogação de portaria estabelecendo que as promoções deles só podem ocorrer por decisão do governador. Amazonino, por seu turno, tem feito as promoções. Essa seria a parte mais difícil para o Governo do Estado cumprir. A assessoria acha que se ele abrir mão da decisão sobre quem deve ou não ser promovido matará o mérito.

O impasse parece simples de resolver: acrescente-se à lei os critérios para a promoção, mesmo por antiguidade. Quem tiver tantos por cento de faltas ou tantas advertências ou sei lá… Critérios!

Não pode ser critério a vontade política, a antipatia pessoal dos oficiais ou a perseguição pura e simples. É o que os subordinados temem e com razão. É o que ocorre quando as coisas dependem da vontade única e, vale dizer, totalitária.

Quanto aos professores, 35% de reajuste é apenas um número para negociar. Não pode é deixar esse número solto, no ar, sem contraproposta. E oferecer condições de trabalho é o mínimo que qualquer governo pode fazer por educadores.

A educação amazonense – e brasileira -, com verba carimbada para tal, não corresponde ao que o povo gasta com ela. Nem de longe.

 

Maracutaias do establishment

O Brasil está muito perto de acabar com certas maracutaias do establishment. Presidente da República nomear ministros dos tribunais superiores. Governador nomear conselheiro do Tribunal de Contas e desembargadores de Tribunal de Justiça. Ora, o cara primeiro nomeia e depois é submetido ao julgamento dos que nomeou. Isso é uma brincadeira, um achincalhe com o povo brasileiro que precisa terminar.

Agora mesmo, no processo de escolha do desembargador pela OAB-AM, os candidatos perderão meses em mobilização. Depois escolherão uma lista sêxtupla que os desembargadores transformarão em tríplice. E, no final, prevalecerá a vontade de Amazonino Mendes.

São penduricalhos da ditadura que precisam ser superados. Amazonino e seus assessores querem, em relação aos PMs, manter o privilégio de decisão dele, governador. Não levam em conta sequer que ele, Amazonino, tem mandato apenas até 31 de dezembro. Depois é o seja-o-que-o-povo-quiser de outubro. Onde predomina a incerteza e o resto é o ovo ainda no cacarejar da galinha.

 

Apenas uma carona

Os rodoviários, por outro lado, buscam apenas uma carona para parar. Querem a greve de qualquer jeito. Não se importam nem um pouco se a sociedade pensar que se trata de pura instrumentalização do povo. Ou que soe como arma de negociação, deles e dos empresários, e musculação política.

Por que não faziam assim na época do PT? Repito: os sindicalistas ou estavam empregados ou presos pelos empregos de parentes e apaniguados.

Que aja o líder. A sociedade não deu o mandato para outra coisa.

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4 comentários para “Greves são a negação do serviço público e é para evitá-las que os líderes são eleitos

  1. Carlos Costa disse:

    Respeito sua opiniao, mas nao concordo que Mamaus seja a puor cidade para se viver.

    RESPOSTA
    Nunca disse isso, amigo. Você leu o texto?

  2. Francisca disse:

    almas vendidas aos interesses políticos!

  3. Francisca disse:

    Agora Marcos santos, é ridículo ver vç um jornalista fazer ou melhor não fez comentário algum sobre os professores e a educação no estado.

    RESPOSTA
    Olá Francisca, acho que você não leu o editorial direito.

  4. Vera disse:

    Texto escrito com muita profundade e coerência. Vc me representou nesse nele. Li alguns comentários e realmente ñ é fácil admitir q Manaus tem muitas dificuldades para galgar o prêmio de “melhor cidade prá se viver”. Usa e abusa de costumes q precisam ser mudados. E a gente ñ gosta de ser chamado atenção, o q ñ é o caso do texto. Mas, q precisa – urgentemente – mudar, isso sim!

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