Sábado, 21 de abril de 2018

Amazonino anuncia licitação para substituir Umanizzare na administração dos presídios

Amazonino anuncia licitação para substituir Umanizzare

Licitação para substituir Umanizzare, empresa que administra o presídio, diante das cobranças por causa da chacina do Réveillon 2017, vai acontecer

O Governo do Amazonas está preparando licitação para substituir a empresa responsável pela administração dos presídios no Estado, a Umanizare. A decisão foi anunciada nesta quinta (11/01). O governador Amazonino Mendes (PDT) fez um balanço dos primeiros 100 dias do quarto mandato dele no cargo. Estavam reunidos o secretariado e a imprensa.

Amazonino, que havia se queixado de não ter o Governo na mão, desta vez afirmou que “já está sob controle”. Ele anunciou também que vai promover reajuste aos peritos da Polícia Civil. A categoria ameaça entrar em greve devido à defasagem salarial.

O governador havia anunciado que iria exigir de todos os secretários que são candidatos no pleito deste ano que deixassem o governo. Mas, na coletiva, disse que o vice-governador e secretário de Segurança, Bosco Saraiva, é exceção. Sobre a possível candidatura dele à reeleição, Amazonino afirmou que ainda “não teve tempo” para pensar.

 

Dominado

A atual crise política do Estado, que levou o ex-governador José Melo e vários ex-secretários estaduais à cadeia, também foi abordada. “Meu governo não tem espaço para ladrões. Após levantamentos, auditorias, identificação, podemos afirmar que nós já dominamos. Colocamos o governo nos eixos. Separamos o joio do trigo e o caos está dominado. Agora o Estado tem condições de caminhar. Já temos o domínio e sabemos o que fazer”, disse ele.

 

Prioridades

Amazonino destacou que os esforços do Governo continuarão concentrados nas secretarias de Saúde e Segurança. São as áreas onde, segundo ele, mais o povo sente dor. “Onde está doendo mais no povo? Na Saúde e na Segurança. É natural que a gente se debruce mais sobre isso”, afirmou.

O governador fez elogios aos secretários estaduais de Saúde (Susam), Francisco Deodato Guimarães, e de Segurança (SSP), Bosco Saraiva. Disse aprovar os resultados obtidos pelas duas pastas em 100 dias.

 

Contratos reduzidos em R$ 300 milhões na Susam

Na Saúde, Amazonino destacou a redução de R$ 300 milhões com a repactuação dos contratos com fornecedores. E os pagamentos realizados às cooperativas, que reduziram o passivo de cinco meses em atraso. Amazonino se declarou contrário à atuação das cooperativas, embora tenha sido em sua segunda gestão que foram adotadas. Revelou que se viu obrigado a permanecer com elas por temer uma parada total do sistema de saúde do Estado.

O governador também fez críticas à concentração de serviços da saúde em um mesmo prestador. Citou como exemplos a coleta de lixo hospitalar e a internet. “Se elas quiserem, param tudo. A saúde é como um avião. Se tirar, o avião cai”, comparou.

 

Segurança sem gasto novo

Na Segurança, Amazonino não se ateve a números nem a valores. Disse apenas que não houve dispêndios, somente determinação e compromisso do gestor.

O vice-governador e secretário de Segurança Bosco Saraiva (SD) também falou na coletiva. Disse que “arrumou a casa sem precisar trocar os móveis. Apenas mudou de lugar aqueles que já tinha”. Foi uma forma de remeter ao jargão “Arrumando a casa”, usado por ele e Amazonino durante a campanha.

 

Peritos terão reajuste

O governador anunciou que vai promover reajuste salarial aos servidores que atuam na Polícia Técnico Científica. É a forma de repor as perdas salariais dos últimos quatro anos. Os percentuais começaram a ser estudados e deverão ser anunciados nesta sexta-feira (12/01).

 

Bosco Saraiva fica

Questionado sobre a mudança de cinco secretários em três meses, Amazonino disse que é absolutamente normal. Afirmou que, em nenhum caso, a saída se deu falta de competência dos ex-gestores. “Não foi nada que desabone o comportamento ético. Foram circunstâncias, algum problema familiar, não se adaptou, mas o Governo está integrado”, assegurou.

O governador aproveitou ainda para reafirmar a não permanência de secretários candidatos em seu governo. Disse que, no caso de Bosco Saraiva, que se filiou ao Solidariedade de olho nas eleições de 2018, não tem como exonerá-lo. “Ele está fora dessa exigência”, enfatizou.

 

Candidatura à reeleição

O governador falou também que não tem tido tempo para pensar em eleição. Desconversou sobre sua postura no pleito de outubro próximo. “Honestamente é o que eu menos penso. Não cabe espaço para pensar em politica. Quero trabalhar e dar resultado. Quem insistir com a politicalha…” Mesmo tendo estando no quarto mandato de governador e tendo sido três vezes prefeito e uma vez senador, ele disse: “Tenho ojeriza a isso (politicalha). Não gosto… Isso não dá resultado. É preciso um novo comportamento político. O povo está cansado de maus costumes, não estou falando de maus caminhos”, disse ele, em tom irônico.

A operação da Polícia Federal original, a Maus Caminhos, apura desvios de mais de R$ 200 milhões em recursos da Saúde. Até agora atingiu em cheio a gestão do ex-governador José Melo. Ele se encontra preso, além de outros quatro ex-secretários e a esposa dele, Edilene Oliveira.

Amazonino aproveitou ainda os holofotes e mandou um recado. “Político tem que conseguir votos com trabalho porque o povo está atento às mudanças. O povo vem dando recados claros. Está sofrido. Muito em função dos desacertos administrativos. (Político) tem que dar resultado positivo para a população, conquistar votos pelas ações concretas do Governo. Espero que o grupo político (dele) se conscientize disso. Eu estou determinado. Estou consciente disso”, declarou.

 

Amazonino anuncia licitação para substituir Umanizzare

Ainda na esteira da redução dos gastos, Amazonino declarou que o Governo não irá renovar o contrato com a empresa Umanizzare. Ela administra sete presídios no Estado. O governador afirmou que já está elaborando uma nova licitação para substituir a empresa por um valor mais justo. “Estamos fazendo uma auditoria e vamos saber quanto realmente custa um preso. Vamos afastar esse fantasma. Fazer uma licitação decente”, disse.

O contrato da Umanizzare custa R$ 5 milhões por mês aos cofres públicos. O Governo do Estado é questionado pela permanência da empresa, porque administrava o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Foi no local que ocorreu a rebelião com o massacre de cerca de 60 presos – o número até hoje não está fechado – no Réveillon 2017.

O ex-governador José Melo, hoje preso, prorrogou o contrato da Umanizzare no mês seguinte ao massacre, em janeiro 2017.

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