Escolas da Polícia Militar na mira da OAB-AM

A Comissão de Direito da Educação da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Amazonas (OAB-AM) realizará na próxima terça-feira, dia 12, uma audiência pública com o objetivo de analisar e discutir o sistema de acesso às vagas ofertadas pelas unidades de ensino vinculadas à gestão do Comando da Polícia Militar do Estado do Amazonas, além do funcionamento das escolas. 

A iniciativa conforme afirma o presidente da comissão, advogado Rodrigo Melo, é necessária devido ao recebimento de várias denúncias que envolvem a cobrança de fardamento, material didático, ausência de credenciamento junto a diversos conselhos de fiscalização e do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), bem como o acesso às vagas.

“São séries de situações que nos preocupam muito que chegaram até o conhecimento da comissão e que nessa audiência pública, queremos que as instituições envolvidas possam apresentar esses dados para que possamos torná-las públicas para a sociedade e dar seguimento aos procedimentos necessários”, destacou Rodrigo Melo.

Atualmente, a Polícia Militar possui treze unidades de ensino que atendem a 26 mil alunos da pré-escola ao Ensino Médio.

Segundo Rodrigo, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) não tem qualquer controle sobre o sistema de acesso às vagas das unidades da PM. “Se são escolas públicas, porque a população carente não consegue acesso à essas vagas ?”, questionou.

Representantes do Comando Geral da PM, do Ministério Público do Estado (MPE-AM), Conselho Estadual de Educação (CEE), Seduc, Semed, Procons, Sindicatos das Escolas Particulares, entre outras instituições foram convidados para participar da audiência, além de pais e responsáveis pelos alunos.

O evento será às 14h, no auditório da OAB-AM, Av. Umberto Calderaro Filho, nº 2000, bairro Adrianópolis.

 

 

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3 comentários para “Escolas da Polícia Militar na mira da OAB-AM

  1. Waldemar Aparício de Oliveira Neto disse:

    Já não me surpreende, há muitos alunos que são indicados por pessoas ligadas ou conhecidas de pessoas que trabalham nessas instituições. O que dificulta o acesso de quem participa de todo o processo seletivo.

  2. wando sivutov disse:

    sim… quem é OAB pra isso?..aiai aqui é brasil……

  3. Juliana disse:

    Meu irmão é policial e apenas tive acesso as datas de conseguir uma vaga. Diante disso fui para uma fila enorme durante dois dias e nesta fila me deparei com filhos de tenentes , cabos, entre civis que estavam indo direto na instituição para conseguir a desejada vaga…ou seja as pessoas querem que os avisos batam na porta deles! …E depois que entram na instituição reclamam de fardas, livros, unha que não pode pintar, cabelo que não pode ser vermelho entre outros…

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