Julgamento do caso da menina Grazielly é remarcado. Réus são acusados de matar menina por causa de pensão alimentícia

Ausência de duas testemunhas consideradas imprescindíveis pela defesa dos réus provocou o adiamento. Foto: Arquivo TJAM

O juiz Cid da Veiga Soares Júnior, titular da Vara Única da Comarca de Autazes, remarcou para 16 de janeiro de 2018 o julgamento dos três acusados da morte da menina Grazielly dos Santos Costa, 9 anos, crime ocorrido em junho de 2015, naquele município (distante 118 quilômetros de Manaus).

A sessão de júri popular relativa à ação penal 0000298-51.2015.8.04.2500 estava marcada para iniciar nesta terça-feira (21), no Fórum Desembargador Aristófanes Bezerra de Castro, mas foi adiada em virtude da ausência de duas testemunhas.

“As duas testemunhas em questão estão fora de Autazes, em tratamento de saúde na capital, e a defesa dos acusados não abriu mão da participação delas na sessão de julgamento marcada para hoje, o que motivou o adiamento”, informou o juiz Cid da Veiga.

Os réus

Para o julgamento estão arroladas 33 testemunhas, entre acusação e defesa. São réus no processo os irmãos Gilbervan de Jesus Elói e Gilbermilson de Jesus Elói, além de Gilmara França de Souza (companheira de Gilbervan).

Os três estão presos desde a época do crime, tendo a denúncia formulada pelo Ministério Público como base no inquérito policial, imputado a eles os crimes previstos nos art. 121, parágrafo 2º, incisos I, III e IV, combinados com art. 61, inciso II, alíneas “e” e “h”, e art. 211 combinado com art. 61, alíneas “a”, “b” e “h”, em concurso material, todos do Código Penal Brasileiro.

De acordo com o inquérito policial que serviu de base para a denúncia do MP, a motivação do crime teria sido o fato de Gilbervan não reconhecer Grazielly como filha, o que levou a mãe da criança, com quem ele tivera um relacionamento, a ingressar com ação de investigação de paternidade para garantir o pagamento da respectiva pensão alimentícia.

Raptada e morta

Segundo a apuração policial, Grazyelle, que tinha 9 anos, foi raptada a caminho da escola, na tarde do dia 17 de junho de 2015, por ocupantes de um carro vermelho.

O corpo da criança foi encontrado dois dias depois, nas matas da localidade conhecida como Ramal do Tumbira e o laudo pericial apontou morte por asfixia. O carro usado no rapto seria de propriedade de Gilbervan e os dois outros ocupantes do veículo seriam Gilbernilson e Gilmara, conforme a denúncia. Os três negam a autoria do crime.

Veja também
Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *