Estudo para mudança de escala na PM causa polêmica. PMs trabalham 12-24, 12-72. Amazonino fará ‘dever de casa’

Escala da PM é um dos temas tabus para os policiais

A escala da PM concede folga de 24 horas, depois das primeiras 12 horas trabalhadas, e de 72 horas após o segundo expediente semanal de 12 horas.

O secretário estadual de Segurança, Bosco Saraiva, anuncia que não vai mexer na escala na PM, “antes de estudos e conversações”. “É determinação do Amazonino”, disse, em vídeo, enviado a um grupo de policiais no Whatsapp. Ele teve que gravar o depoimento, depois que se iniciou um movimento na corporação contra a mudança. O Panavueiro estava ficando grande.

 

Escala na PM (2)

O novo comando da segurança pública quer mudar a escala. Hoje, o policial militar trabalha 12 horas e folga 24 horas, volta, trabalha mais 12 e folga 72 horas. “São apenas 33 horas de trabalho por semana. Não há efetivo que chegue para garantir segurança ao cidadão”, disse um dos que estudam a questão.

 

Escala na PM (3)

A mudança não virá, porém, até que Amazonino “faça o dever de casa”. Há uma série de promessas, leis aprovadas, promoções e pagamentos atrasados para os PMs. Tudo será regularizado e só então a escala vai mudar. “Vamos deixar no que era antes: 12-24 e 12-48”, diz a fonte.

 

Escala na PM (4)

Os PMs entram em mobilização feroz quando se fala em mexer na “escala de serviço”. A maioria aproveita o tempo que ganhou para completar o salário com “bicos”. Se voltar a escala anterior, eles acham que o “extra” ficará comprometido.

 

Pagamento de fornecedores só se secretário convencer Amazonino

O pagamento de fornecedores do Governo do Amazonas está sendo desbloqueado aos poucos. O processo, porém, só deslancha se o secretário estadual convencer o governador Amazonino Mendes da urgência de pagar. Pasta a pasta. Um a um. Sem isso, nada feito. A empresa vai continuar na geladeira. O desbloqueio geral só vai ocorrer após a análise de todos os contratos do Estado. O trabalho está a cargo de equipe comandada pela Casa Civil. Leia-se, secretário Sidney Leite.

 

Pagamento de fornecedores (2)

Amazonino disse, durante a campanha, que os contratos do Estado estavam superfaturados e precisavam de revisão. É isso que a comissão está estudando.

 

Pagamento de fornecedores (3)

Um dos contratos mais visados por Amazonino é o da Umanizzare. Trata-se da empresa responsável pela administração dos presídios. Mesmo em meio às fugas e até o massacre do Réveillon deste ano, ela se mantém firme e forte no posto. E há quem diga que o caso vai rolar, bolar, rebolar e não será desta vez que ela sai.

 

Feriado atrasa ICMS

O repasse do percentual do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) às prefeituras atrasou. O dinheiro cai na conta, normalmente, toda quarta-feira. A razão do atraso foi o feriado do Aniversário de Manaus, quando os bancos não funcionaram na capital.

 

Cai hoje

O secretário estadual de Fazenda, Alfredo Paes, avisa que o dinheiro deve cair hoje (25/10). “O Estado não toca nesse dinheiro. É repasse obrigatório, constitucional. O valor dos Municípios entra direto numa conta especial e os bancos fazem o repasse automático”, explica.

 

Benefícios

O governador Amazonino Mendes, segundo Bosco Saraiva, em breve anunciará “benefícios para os policiais militares da capital e do interior”. “Há grupos estudando isso”, disse o secretário.

 

Quanto vale um deputado?

Deputado estadual amazonense está valorizado. Adjuto Afonso (PDT), por exemplo, emplacou o filho, Diego Afonso, na Suhab e na Secretaria Estadual de Política Fundiária (SPF). O garoto, que nunca administrou nada, ainda ganha o direito de deixar aliados empregados na Câmara Municipal. É que o novato que foi pro lugar dele, Júnior Resgate (PDT), já recebeu ordem para não trocar os funcionários do gabinete na CMM.

 

Quanto vale um deputado? (2)

Os 24 ocupantes das cadeiras da Assembleia Legislativa do Amazonas são o centro da disputa política do momento. O governador Amazonino Mendes e o presidente da Assembleia, David Almeida, medem forças no parlamento. David, ex-governador interino, decidiu lutar pela autonomia do poder. Amazonino precisa manter essa “autonomia” em limites que lhe permitam aprovar leis de iniciativa do Executivo. A disputa está equilibradíssima, com 12 para cada lado. Cada voto valorizou, portanto, de uma hora para outra.

 

Negociação

Com pagamentos dependendo de convencimento do governador e parlamento equilibrado, a palavra do momento é… negociação. Negociar é preciso. Navegar também. Afinal, o Estado precisa andar.

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Um comentário para “Estudo para mudança de escala na PM causa polêmica. PMs trabalham 12-24, 12-72. Amazonino fará ‘dever de casa’

  1. Norton Frank disse:

    Me lembro, que em 1984 e o comandante era o grande coronel Hélcio MOTA, GOVERNADOR GILBERTO MESTRINHO a escala dos Polícias militares era 24 x24 e meio expediente. E não tinha esse contingente todo! Amazonas era menos violento e polícia era polícia. No meu ver, para melhorar o policiamento seria escala de 24 por 36 de folga. Colocar esses policiais direto nas ruas, e fazer um policiamento de qualidade para a população.Todos que trabalharam nessa escala, em 1984 estão vivos até hoje e muitos aposentados na (reserva). Inclusive eu,sou uma dessas pessoas. O que vemos, são muitos engravatados, sindicatos, fazendo todo tipo de ameaças ao governo e querendo paralisar à categoria todo instante. Categoria, precisa de mudanças e melhores salários sim! mas, também dá uma contrapartida. Qualidade na segurança para população. E não fazer firula,todas ás vezes que se fala em nova escala de serviço. Escala de serviço, se cumpre e ponto!

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